Das
profundezas clamo a ti, ó Senhor. Salmos
130.1
Um homem do campo
tinha um burro. Certo dia, o burro caiu a um poço.
O animal zurrou fortemente durante algumas horas, enquanto
o dono procurava a melhor maneira para o retirar do poço.
Não a encontrando, o homem acabou decidindo que, sendo
o burro já velho e tendo o poço já secado,
o melhor era tapar o poço, pois não valia a
pena tirar o burro, porque era demasiado trabalho para “algo”
tão insignificante, sem lucro. Foi então pedir
aos vizinhos para o ajudarem. Cada um pegou numa pá
e começaram a atirar terra para dentro do poço.
O burro, vendo o que estava acontecendo, começou a
zurrar desesperadamente. Mas, pouco depois, para surpresa
de todos, calou-se, e só se ouvia o som das pazadas
de terra caindo para dentro do poço. O dono, que ia
olhando atentamente para dentro do poço, se surpreendeu
com o que viu: o burro estava fazendo algo incrível.
Sacudia a terra que lhe ia caindo nas costas e dava mais um
passo para cima da terra. Rapidamente, com espanto, todos
viram como o burro chegou à boca do poço, saltando
por cima da terra que cobrira o poço em disparada.
Ao longo de nossa
caminhada enfrentaremos situações como essa,
quase que literalmente. Encontramos pessoas que nos avaliam
como “nada” e ao invés de nos ajudarem
a sair do poço, fazem como o dono do burro, nos abandonam,
mas antes, jogam seu veneno mortal. Palavras que matam. O
segredo para sairmos do poço é sacudir a terra
e usá-la para dar passos para cima. Cada um dos nossos
desafios deve ser encarado como um degrau para subida. Assim,
podemos sair do lugar mais profundo que possamos estar, usando
da terra que nos atiraram, será a base para a nossa
subida. Transformando-a em degraus para chegar mais alto.
Não seja vencida (o) pelas circunstâncias, mas
vença cada uma delas com a sabedoria de Deus, e essa
adquirimos buscando-a de todo o nosso coração.